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Alimentação Intuitiva: Tudo o que você precisa saber sobre ela

Já pensou ser capaz de ter o corpo saudável e emagrecer sem seguir nenhum tipo de dieta? Conseguir se alimentar apenas seguindo sua intuição e sinais do seu corpo? Saber exatamente o que comer e seus horários, sem precisar de nenhuma planilha para seguir?

Isso é completamente possível e esse movimento vem ganhando muita força, a famosa alimentação intuitiva. E neste post, iremos te explicar qual a sua importância e como ela pode ajuda na sua saúde.

Mas afinal, o que é alimentação intuitiva?

A alimentação intuitiva chegou para quebrar paradigmas de horários e padrões alimentares impostos por dietas da moda ou culturas de consumo alimentar extremamente restritivo. Na verdade, a alimentação intuitiva é, nada mais que, aprender a ouvir as necessidades do corpo, por isso é tão única e impossível de ser aplicada, da mesma forma, para duas pessoas diferentes, é como um cartão de crédito: pessoal e intransferível.

E como a alimentação intuitiva funciona na prática?

Para seguir a alimentação intuitiva, devemos comer quando sentimos fome e parar de comer ao nos sentirmos satisfeitos. Isso parece bem óbvio, não é verdade? Apesar da simplicidade em sua aplicação, ser capaz de ouvir esses sinais requer um profundo autoconhecimento e auto controle.

O primeiro passo é saber diferenciar a fome biológica da fome emocional.

Fome Biológica

É a necessidade física de reposição dos nutrientes do corpo, sinalizado por reações orgânicas como: barriga doendo e roncando, irritabilidade, sensação de fraqueza, dor de cabeça, fadiga, cansaço… Quando sentimos fome biológica, aceitamos qualquer alimento para sanar esses tipos de reações desagradáveis, não existe especificidade na escolha, existe a necessidade de se alimentar.

Fome Emocional

Na fome emocional, a vontade de comer nasce de sentimentos como: tristeza, alegria, ansiedade, sono… e geralmente são vontades específicas, como por exemplo: “queria comer a rabanada que minha avó preparava na ceia de Natal”.

Geralmente a fome emocional leva à vontade de consumir alimentos ricos em açúcar, que promovem sensação de prazer imediato e, para muitos, logo depois surge sentimentos como culpa, arrependimento e raiva por ceder ao desejo, o indivíduo se sente incapaz de controlar suas vontades.

O princípio da Alimentação Intuitiva

O princípio fundamental que rege a alimentação intuitiva é acreditar que, melhor que se adequar a dietas e modismos, é aprender que a mudança de hábitos e estilo de vida são capazes de melhorar o estado de saúde, de forma global do indivíduo, tanto a curto como a longo prazo, por ser muito mais sustentável.

Estes são alguns desses princípios:

1. Rejeição a qualquer tipo de imposição alimentar

Não existe planejamento alimentar à ser seguido. As sensações do seu corpo serão seu guia.

2. Respeite os sinais de fome biológica do seu corpo

Ao sentir fome biológica, se alimente. No caso da fome emocional, exerça seu auto controle, assim você vai aprendendo a se conhecer melhor e driblar a compulsão alimentar.

3. Não sinta medo ou culpa por se alimentar

Aprender um pouco mais sobre alimentos te dá a chance de escolher tudo aquilo que faz bem para seu corpo. É importante aprender a fazer escolhas saudáveis, ter consciência alimentar. Optar por alimentos de verdade, desembalando menos e descascando cada vez mais.

4. Respeite a sensação de saciedade

Somos educados desde a primeira infância, a comer até a última garfada, a suportar um pouco mais de comida, para deixar o “prato limpo” e assim nosso corpo aprende que ficar saciado é estar estufado, de “barriga muito cheia”, quando na verdade, saciar a fome é simplesmente estar bem com a refeição que foi consumida e mesmo assim sentir-se leve e disposto.

5. Descubra prazer em se alimentar de forma consciente

Além de fazer boas escolhas, realizar a refeição com plena atenção é primordial. Coma de forma lenta, saboreando cada alimento. Nosso cérebro leva um tempo para processar a sensação de saciedade, sendo assim, quanto mais rápido comemos, de mais comida precisamos para chegar a sensação de saciedade.

6. Não use alimentos como forma de compensar sentimentos

Ao sentir tristeza, por exemplo, busque maneiras de melhorar esse sentimento. Uma caminhada, conversar com amigos, escutar uma boa música, tomar um banho mais demorado, podem ser estratégias interessantes para melhorar seu humor, sem a necessidade de consumir nenhum tipo de alimento.

7. Aceite seu corpo e cuide dele com carinho

Aceitar seu padrão estético e corporal é o primeiro passo para conseguir chegar a sua melhor forma. Cada pessoa é única e a beleza está na diversidade. Valorizar os pontos que você mais gosta e ter zelo nas suas escolhas alimentares também é cuidar de você. Fazer as pazes com seu espelho é liberta-se de qualquer padrão estipulado pela sociedade. Tenha metas reais e busque ser a sua melhor versão.

8. Respeite sua saúde

Já dizia Hipócrates, há mais de 2.400 anos: “que seu remédio seja seu alimento e que seu alimento seja seu remédio”. Respeite seu estado de saúde e tenha o entendimento que tudo aquilo que consumimos impacta de alguma forma nosso estado atual.

Os benefícios da Alimentação Intuitiva

Um dos principais benefícios da adoção da alimentação intuitiva, é de ordem psicológica. Hoje as pessoas estão, cada vez mais, ligadas as redes sociais, buscando informações, muitas vezes, sem fundamento científico e aplicando em seu dia a dia, planejamentos, condutas e dietas completamente inadequadas para seu corpo e sua realidade, expondo seu corpo e saúde a riscos de doenças e complicações.

Existem estudos que comprovam que, mulheres que adotam a Alimentação Intuitiva, estão bem menos propensas a desenvolver transtornos alimentares como Compulsão ou Anorexia.

Assim como qualquer tipo de conduta, a melhor maneira de ter conhecimento e aplicá-la de forma correta, é procurar um profissional responsável para seguir orientações e ter conhecimento de quais são as melhores escolhas para cada caso.

Lembre-se, a forma como você se alimenta é tão importante, quanto suas escolhas, sentir-se plenamente satisfeito após uma refeição, não traz nenhum desconforto em seu organismo e que a sua melhor forma sempre vai ter como referência, a sua melhor versão e não a de outra pessoa ou algum tipo de padrão.